HUMANOLOGIA

A ciência da psicologia aplicada

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MORTE

O que é a morte? Morte é um processo em que sua consciência passa a existir sem o controle do seu ego.

 

A morte é um conceito, é um final, uma necessidade e uma realidade. A morte não é mais do que um encerramento, a conclusão do trabalho, sua certificação.

Yogi Bhajan

Por representar um grande desconhecido sobre o qual não temos pleno controle, a morte é um assunto tabu que muita gente prefere não tocar. Ao invés de encobri-la com medo ou receio, mais vale observarmos a morte com naturalidade e consciência. Muitos ensinamentos podem ser incorporados à medida que compreendemos a morte como parte da própria dinâmica da vida.

Ao longo de nossa jornada, temos muitas chances de aprender a morrer. No Sikh Dharma, existe uma expressão que traduz essa ideia: Jiwan Mukta, que significa literalmente “morrer em vida”. Todas as vezes em que a realidade nos mostra que é preciso abrir mão das demandas imediatas do nosso ego, da nossa necessidade de controle, dos nossos preconceitos e ideologias, estamos aprendendo a morrer em vida. Morrer em vida pode ser vivido como um processo constante de atravessar momentos de confronto saindo da zona de conforto, se permitir não precisar ter razão ou demandas pessoais, e escolher o caminho do aprendizado reiterado de se relacionar com algo maior do que nós. Isso acontece, por exemplo, quando deixamos de lado nossos preconceitos e servimos a todos, indistintamente. Manifestar essa ideia em nossas ações é uma maneira de conquistarmos coragem e destemor diante do desconhecido, seja ele qual for.

A morte é uma grande professora que nos ensina sobre o profundo significado de nos entregarmos ao desconhecido. Temos que aprender a deixar para trás o que julgamos ter valor somente no reino do tempo e do espaço. Não importa tanto avaliar os erros ou os acertos, mas sim abençoar o passado para ganhar consciência sobre o presente. Nos perguntarmos sobre a importância do legado a ser deixado é uma questão madura, que reflete a sabedoria de quem procura aprender a morrer em vida.

Mesmo com esse aprendizado, a morte do corpo físico não é um assunto fácil. Ela representa uma experiência de passagem amedrontadora. Ainda que o desconhecido permaneça sempre desconhecido, existem técnicas que podem ser aplicadas tanto por quem está vivendo a morte como por quem está auxiliando alguém nesse processo. Trata-se, basicamente, de mantras que elevam a frequência para que a entrega diante do grande desconhecido seja feita com destemor. A seguir, descrevemos mais detalhadamente algumas dessas técnicas.

 

Procedimentos com relação à morte do corpo físico

 

Pran Sutra

O processo da morte pode ser bastante desafiador e confuso. Para atravessá-lo, a pessoa pode recorrer a um mantra que a faça se conectar com a própria consciência imortal e com a realidade da existência. Esse tipo de mantra recebe o nome de Pran Sutra. Portanto, recomenda-se que cada pessoa escolha seu Pran Sutra e o pratique, repitando-o muitas e muitas vezes em vida.

Exemplos de Pran Sutra: “Sat Nam, Wahe Guru”

 

20 minutos

Depois de declarada a morte clínica, pede-se para que não se realize qualquer procedimento no corpo durante os próximos 20 minutos. Esse é o momento em que a alma se desprende da matéria corpórea. Orar, entoar o Pran Sutra da pessoa ou ler o Japji podem favorecer a alma nesse processo.

 

Mantra Akaal

A frequência que se cria com o mantra Akaal ajuda a alma na difícil missão de atravessar o campo eletromagnético da Terra. O ideal é que pelo menos 5 pessoas entoem esse mantra diariamente, por 31 minutos, até o 17º dia depois da morte. Na cerimônia do Gurdwara, a Sangat entoa três vezes Akaal para ajudar as almas em suas viagens de volta para casa.