[GSK] Tecendo a rede de restauração do campo magnético

Aula ministrada por Gurusangat em 19 de junho de 2020


[GSK abre a aula]


A aula de hoje é nosso último trabalho sobre a limpeza do campo magnético. O que estamos fazendo não é um processo de dramatização nem de supressão. Trata-se de um processo de constatar determinadas condições e intervir com som e movimento para dissolvê-las.


Os bloqueios magnéticos gerados no útero são também conhecidos como samskaras. Estes não são, exatamente, como aqueles que conhecemos no Yoga, os quais podem vir de qualquer tempo ou de outra vida. No presente caso, esses samskaras são deixados no nosso campo eletromagnético durante a gestação em função das experiências vividas pela mãe. São sustos, choques, emoções dramáticas e traumáticas. Uma vez que não se tratam de experiências nossas, elas não farão parte da nossa psique, necessariamente.


Nas duas últimas aulas não estivemos falando de algo que entrou na nossa psique e se tornou parte do nosso programa mental. Falamos de agregados que ficam impregnados e fazem com que percamos uma relação direta – magnética – com a nossa própria identidade. Para ilustrar isso usando uma figura de linguagem, cito trecho de um poema de Manoel de Barros, que fala o seguinte: “Com pedaços de mim eu monto um ser atônito”. É como se essas impressões nos deixassem em partes, no lugar de nos sentirmos seres inteiros na nossa projeção magnética. Ficamos tentando juntar essas partes e não conseguimos ter acesso a essa expressão natural e completa do nosso ser. O resultado é um ser atônito.


O primeiro trabalho foi feito na aula da semana passada. É algo muito delicado, a exemplo de um crochê, no qual vamos tecendo para restaurar e criar a rede. Essa rede de restauração é feita com muito cuidado. É necessário, antes de tudo, reconhecer as partes que queremos restaurar, uma vez que elas contam uma história. Isso não é nada intelectual, está no campo da nossa inteligência sutil. É como tomar consciência de uma determinada parte nossa que é rota e, em vez de tirá-la de cena, a reconhecermos e aceitarmos o que ela tem para contar. No momento que fazemos isso, vamos restaurando aquelas fibras do campo eletromagnético que estavam impregnadas de elementos que não pertencem, necessariamente, a nós.


Kriya: Clearing the Magnetic Block from the Womb II, do Manual Rebirthing


Essa aula é um fenômeno que trabalha com grande sutileza esse campo. Seria bom repeti-la daqui a um determinado tempo, um ano, especialmente se vocês registram impressões que não são suas, mas provenientes de ambientes nos quais não tinham controle sobre os mesmos.


O shabad usado nessa aula – Mera Man Lochai, da Prabhu Nam Kaur – refere-se a cinco poemas que curam as feridas do amor, seja qual for o tipo de amor: de mãe, de amados, de amadas. Ele é usado para curar essas feridas que provocaram uma perda da continuidade do nosso campo magnético, ocorrida devido às impressões de nossas mães. Está tudo bem. Deus sabe o que aconteceu com nossas mães. Sem julgamento, simplesmente restauramos esse campo com o shabad. Seria muito bom deixarem-no tocando em casa, assim, curando e restaurando o seu campo magnético.


May the long time sun shine…


[Transcrição: Sher Angad Singh]

[Edição: Nav Amrita Kaur]

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