[GSK] Expandindo o campo dos milagres

Aula ministrada por Gurusangat Kaur Khalsa no dia 16 de fevereiro de 2018


[GSK abre a aula]


Estou com um projeto de trabalho com vocês neste semestre que é o de estender o máximo que eu puder o campo de milagres, de que falei na semana passada, que a gente abriu nesse Yatra. Muito raro mesmo, como diz a Shanti Kaur, numa mensagem para mim, muito raro a gente conseguir esse tipo de portal aberto, e quando ele se abre a gente se curva humildemente diante desse poder.


Vou explicar um pouco o que é esse portal e a qualidade dele. Diante desse tipo de experiência e desse fato concreto, a gente pode ter diversas atitudes e a mais comum é a gente ficar no oba-oba. Tem uma experiência dessa, vai para esse lugar, se sente bem e aí você fantasia bastante e guarda aquilo para ser contado como uma experiência incrível, e a palavra fica no incrível e ponto. Outra maneira de lidar com isso é reconhecer que você esteve numa abertura e você poderia ter entrado, mas você não se disciplinou ou não soube o que fazer exatamente. Nesse segundo caso, a sua consciência não está no radar do Guru, porque se estivesse, você não teria que se perguntar como você entraria, a gente é conduzido, como vocês todos têm a experiência de alguma vez na vida, sem saber por que ou como, terem sido conduzidos para uma determinada realidade que era onde você tinha de estar, independente de você querer ou não, gostar ou não, era ali que você tinha de estar, e ali você tinha algo a fazer.


Quando a gente não está no radar, isto é, quando a nossa consciência não está sintonizada com esse radar, a gente sempre tem de se perguntar no intelecto como fazer isso. E aí, nessa hora, a porta se fechou. E a terceira possibilidade é de vocês estarem no radar, entrarem sabendo ou sem saber que está entrando, não importa, o fato é que você entrou. Esse portal nada mais é que um tipo de éter que é colocado à disposição para nós. Quando nós estávamos na Índia, visitando esses lugares sagrados, e quando vamos coletivamente nesses lugares sagrados e no grupo há pelo menos cinco pessoas que estão realmente em estado de oração, a gente pode conseguir abertura de portais. Depende muito do tipo de conta bancária dhármica desse povo que está indo.


Como disse, esse portal é um éter. Nós estamos na terra circulado por um tipo de densidade muito grande, é a densidade de nosso trabalho psíquico. Se vocês olham, por exemplo, o sofrimento do Rio de Janeiro nesse momento, vocês podem imaginar o tipo de projeção que sai das pessoas lá. Não estou apontando o dedo, pois às vezes a projeção é muito pesada. Dependendo do tipo de projeção da nossa psique, cria-se uma densidade, e é muito difícil você acessar um éter depois dessa densidade, porque nenhum éter se abre em densidade psíquica muito forte. Quando você vai a determinados lugares onde a densidade psíquica é de excelente qualidade, como em Anandpur Sahib – que é uma vila que o Guru Gobind Singh escolheu para construir uma cidade modelo, onde a população não está projetando nada além de um completo alinhamento com a vontade divina, uma cidade em que não existe nenhum tipo de contradição existencial, em que as pessoas são muito pouco expostas ao mundo – nesses lugares existe uma pureza muito grande, um éter muito próximo a nós, parece que a gente podia pegar esse éter em Anandpur Sahib, não sei se vocês se lembram. Então abre-se nesse éter uma porta de comunicação do nosso campo eletromagnético com o campo eletromagnético de outras consciências. Outras consciências que estão disponíveis ali e que foram destinadas a estar em determinados lugares para nos proteger.


Esse portal é puramente etérico. É o primeiro éter. É como se nós estivéssemos, em determinados lugares nesse planeta, tão próximos desse primeiro éter que se nós morrêssemos ali, seria pouca a dificuldade para fazer a travessia do campo eletromagnético da Terra. Existe esse tipo de éter em lugares sagrados, por exemplo, na Basílica de São Pedro, no Golden Temple, mas Anandpur Sahib é uma vasta região composta por várias vilas, muito grande essa região. O problema de a gente não ter essa facilidade de acessar isso, por exemplo, na Basílica de São Pedro é que muitos de nós que vamos lá, derramamos nossas lamentações. São aquelas orações de apelo negativo e nós projetamos ainda muito sofrimento.


Quando você está em determinados lugares em que não existe essa projeção, por mais que a pessoa esteja em sofrimento, quando ela se curva diante do sagrado e agradece por estar ali, é uma mudança na psique. Há ali uma carga propulsora para a gente poder fazer o contato. Nada disso a gente falou no Yatra. Não queríamos criar uma fantasia com determinadas pessoas virando o olho para cima e dizendo que tinha acabado de receber o sagrado, mas agora estamos perto disso. Isso veio conosco e está sendo carregado por nós e eu quero dedicar esse semestre para a gente trabalhar a expansão dos éteres para colocarmos nossos projetos, nossos centros de ioga, nossa vida pessoal no colo, no seio da prosperidade. Muita prosperidade, vocês não podem imaginar. Mas é claro que cada um de nós, quando for confrontado com o tema da prosperidade, não vai entrar nele se estiver com muita impureza. Então, nós seremos primeiramente trabalhados. A aula de hoje é para aumentar o campo eletromagnético e fazer uma meditação profunda com o Shabad Benti Chaupai para a gente entrar nesse estado de proteção.


Essa é uma aula muito boa para expandir o campo eletromagnético e colocar nele uma dose de destemor e compaixão, e de qualquer tipo de antídoto para o medo.


Kriya: Magnetic Field and Deep Meditation

Meditação com o Shabad Benti Chapai ou Benti Sahib


Já contei esta história para vocês sobre os cinco que queriam dar a cabeça, mas o Guru Gobind Singh falou não. Eles insistiam e o Guru deu a eles aquela meditação. Eles foram para o topo de montanha chamada Tara Garh, onde nós fomos, e lá eles meditaram, criando calor até se dissolverem. Quando eles se dissolveram, havia um pedido do Guru para que eles fossem para os éteres e recebessem e protegessem todos que seria sacrificado. Nesse mesmo lugar o Guru Gobind Singh compôs o Shabad Benti Chapai. Ele dizia que entoar esse shabad traz muita proteção.


É importante levar para a sala de aula de vocês durante esse semestre o tema da superação do medo. Você não supera o medo simplesmente falando dele, você vai ter de fazer práticas que levem seus alunos a criar essa frequência de proteção.


Não tenho mais muito o que contar do Yatra à Índia, porque são tantas coisas que não dá nem para começar. O sentimento dessa vez foi diferente. Todas as vezes que eu fui lá, na hora de me despedir no Golden Temple, eu falava "por favor eu não quero vir aqui durante uma década", tipo assim, me abençoa para eu não precisar voltar. Dessa vez, eu não queria sair. A Índia é muito dura, um lugar muito duro, especialmente para os animais, é muito sofrimento, porque os hindus não acreditam que o animal vale a pena, animal, mulher e estrangeiro nem pertencem ao sistema de castas, são párias, então para eles, tirando a vaca, todos podem sofrer. É muito pouco o que o Guru Har Rai fez. Clínicas para seres humanos e animais é muito pouco naquele contexto, então é muito sofrimento. Uma coisa que eu não vi em Anandpur Sahib e em Amritsar foi cachorro magro, de alguma maneira eles estão comendo. Eu não sei o que eles estão comendo! Por outro lado há muito para ser feito ainda.


Nós tivemos uma coletiva de impressa. Nós saímos em onze jornais indianos. Fomos um sucesso. Não dá nem para explicar isso. Essas são as tais fendas. Quando um portal desse abre, uma coisa se torna muito concreta, e no nosso caso foi a questão da igualdade de gênero. A gente não estava nem pensando nisso, isso não estava e não esteve na nossa agenda. Não fomos para a Índia com esse intuito, mas já em Anandpur Sahib recebemos a visita do uma autoridade máxima (jathedar) do Sikh Darma no Oriente, é como se o Papa tivesse nos visitado. Ele foi visitar a brasileiras que estavam lá – os homens estavam em Dharamsala. Nós fomos 40 mulheres visitadas pelo jathedar. Isso já é uma coisa muito fora da curva. Realmente. Eles ficam isolados da massa, então imaginamos qual seria o propósito disso.


Quando chegamos em Amritsar, a Shanti tinha anunciado que teria uma delegação de brasileiros e brasileiras e que seríamos cinquenta e tantos. E aí teve uma coletiva de imprensa conosco e essa coletiva devia ter uns 20 a 30 repórteres. Na coletiva, éramos a Shanti, Pritpal, eu, Siri Sahib e Simranjeet, só nós cinco. Uma loucura!! Mil fotógrafos, mil máquinas, perguntas como se fosse uma guerra. Ele espetavam a gente com perguntas como se nós não fossemos pela igualdade de gênero. Fomos lidando com o negócio e saiu assim: "Sikhs do Brasil visitam a Índia numa tomada de pedidos pela igualdade de gênero". No outro dia, só pipocando nos jornais, e a Shanti só recebendo ligações oficiais dizendo que nós estávamos próximos de sermos mandados embora pelas autoridades, mais um passo desses seríamos mandados embora. E a Shanti dizendo que não retrocederia um centímetro.


Temos de criar um caminho para discutir sobre a mulher tocando no Golden Temple. Isso já tinha sido, foi essa a história, a mulher realmente ser colocada em pé de igualdade no Dharma na Índia porque aqui a gente já faz. E a Shanti fala que a próxima seria casamento gay e a gente vai ter de ir com guarda-costas porque eles vão querer mata a gente. Foi muito impactante, até hoje estou recebendo e-mail de pessoas da Índia que me conhecem e não sabiam que eu estava lá, mas que viram a gente no jornal, falando que a gente está doido. Ninguém nunca soube que existia Dharma no Brasil! Vocês podem imaginar quantas pessoas pedem igualdade de gênero, mas é o grupo do Brasil que leva isso para imprensa. Tem uma simbologia muito profunda que nem a gente está entendendo ainda, porque não foram os Sikhs do Canadá, nem da Inglaterra, nem dos Estados Unidos.


Existe uma razão muito especial para nós estarmos nisso. E da próxima vez que a gente for lá, não sei o que vai acontecer, mas a gente tem de ir com a proposta de não querer fazer nenhum show, nenhuma intenção, pelo contrário. Existe um grupo muito forte na Índia, um grupo chamado The Gaylaxy e são pessoas que fizeram o amrit e que lutam para que haja mais liberdade de gênero dentro do Dharma, muito forte na Índia e sentiram um apoio muito grande na nossa presença. Ainda há muita coisa para acontecer e a Shanti está levando esse movimento, ela e o marido são duas pessoas que estão à frente disso. O Siri Sahib e Simranjeet não estavam entendendo nada que estava acontecendo, estava igual a um tsunami. E a Shanti falou na entrevista para a gente ficar firme porque estavam nos atacando e ele ficaram sem entender nada. A gente tem de ser muito forte quando vai à Ásia, porque o Japão, a China, a Índia têm uma tradição muito grande de artes marciais, embora eles não tenha espadas, eles dão uma na gente!


Sat Nam!


May the long time sun shine


[Transcrição: Sada Ram Kaur]



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