[GSK] O que importa é estarmos prontos para elevar um paradoxo

Aula ministrada por Gurusangat Kaur Khalsa em 26 de junho de 2020


[GSK abre a aula]


Hoje iniciaremos um trabalho de Kundalini Yoga em moldes mais clássicos do que viemos fazendo nos últimos tempos. Já limpamos e ajustamos o suficiente. Agora será muito bom entrarmos em contato com kriyas que mobilizem a nossa energia pelo corpo todo.


Numa live recente, no Dia Internacional do Yoga, considerei um aspecto bastante importante que compartilho com vocês. Não fazemos yoga para nos tornarmos super-humanos, para afirmarmos que jamais tombaremos física ou psiquicamente, que jamais teremos dúvidas ou jamais estaremos em algum tipo de aflição. Isso tudo é apenas uma forma de vender o yoga. Existe quase uma brutalidade em se aproximar do yoga com essa abordagem. Somos seres humanos e, eventualmente, cairemos, adoeceremos, duvidaremos.


Quando tomamos o yoga como parte do nosso estilo de vida é claro que, nas quedas, ressurgimos mais depressa. O nosso sistema imunológico fica muito mais apto a responder rapidamente. Tudo isso é verdade, mas não é por essa razão que fazemos ou deveríamos fazer yoga. Acredito que a maior razão seja para que possamos estar na realidade e, nela, fazermos total diferença. Para que possamos, na realidade, dar um testemunho vivo, em ação, da nossa mente neutra. Para estarmos na realidade e levarmos para ela tudo o que praticamos.


O par dos opostos não nos afeta. Adoramos paradoxos e navegamos muito bem neles, sem querer resolver os seus polos. O que mais nos importa é elevar um paradoxo, porque conseguimos ver a verdade em ambos os polos, por mais que doa. Como o Kundalini Yoga é um yoga da consciência, não o praticamos para nos tornarmos o melhor para nós mesmos, de forma egocêntrica. O fazemos para nos tornarmos melhores para o mundo, para o outro. Isso faz toda a diferença. Como professores de Kundalini Yoga, somos vistos como aqueles que têm uma sabedoria além de clichês. Embora muitos ainda estejam aprisionados em clichês.


A aula de hoje é para nos dar uma vastidão neuro-hormonal, para ampliar a nossa vibração no corpo físico, para despertar os dez corpos. No final da aula iremos saborear a meditação que ela traz, com sua capacidade de entrar no espaço sagrado e permitir que o espaço manifeste o que tiver que manifestar. Lembrem do “Ray man eh bidh jog kamao”. Lembrem que a roda da vida expele anjos e demônios. E que quando nós, professores de Kundalini Yoga, estamos diante de demônios, estes são tão importantes quanto anjos, ainda que não compreendamos. Anjo e demônio: um paradoxo. E eles existem por alguma razão.


Kriya: Despertando os dez Corpos, do manual O Professor Aquariano: Treinamento Internacional do Professor de Kundalini Yoga – Nível I


Faz parte dessa aula a meditação do Laya Yoga. Recomendo que leiam sobre o Laya Yoga no manual de formação do nível I. No Kundalini Yoga, se não estamos bem física, emocional e psiquicamente, o modo de resetar não é conversando sobre a causa disso – se foi a mãe, o pai, o marido, a marida... Não importa, não somos divã. No Kundalini Yoga, para ajudarmos o praticante, devemos resetar lá no início. O mantra do Laya Yoga faz isso: reseta logo depois da singularidade, quando tudo começou.


Para vocês, professores, esse resetar aconteceria no momento em que as gunas estão sendo criadas no universo. (Antes desse lugar, apenas o gongo alcança.) Nas meditações com o som primal chegamos ali, antes das gunas, e organizamos tudo. Essa é uma grande vantagem do Laya Yoga, do mantra "Ek Ong Kar(a), Sat Nam(a), Siri Wa(a), He Guru". Outra coisa importante que ele faz é trazer o destino, que está lá no futuro para a alma, no presente. Ele dá uma grande entrada para que compreendamos intuitivamente o nosso destino. Aqui e agora. É fabuloso!


“May the long time sun shine upon you....”


[Transcrição: Karamjeet Kaur]


[Edição: Nav Amrita Kaur]

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