[GSK] Desenvolvendo a intuição

Aula ministrada por Gurusangat Kaur Khalsa em 24 de junho de 2016.


[GSK abre a aula]


A aula de hoje, do famoso manual Self knowledge, é "Nos tornando como anjos". E se vocês falarem desse tema com seus alunos, provavelmente a percepção deles será aquele clichê, que vão virar anjo. É claro que no Kundalini Yoga, nada parece como é. Não se esqueçam de que o Yogi Bhajan, como todo mestre, adorava trabalhar com charada, para ver se a gente fica menos óbvio. O prazer do Yogi Bhajan era romper a obviedade, então, por favor, não vão dar essa aula dizendo que "hoje vocês vão se tornar anjos". Porque vocês estarão na obviedade, no clichê. O que está por trás de se tornar anjo? Quando se fala em anjo, qual a característica clássica que vem na cabeça? Bondade, proteção, pureza, assexuado. Está no imaginário coletivo que o anjo protege. Mas tem algo mais, que tem relação com proteção e pureza, mas tem a ver com masculino adquirindo o feminino. Quando o masculino adquire o feminino e ele perde a identidade sexual, essa nova identidade que se ganha é pura, transparente. E porque ela é transparente translúcida, ela se expande, dando a gente um tipo especial de proteção, que não vem do ego e tem a ver com radiância. Essa proteção vem da intuição.


A intuição é um mecanismo humano, não é um mecanismo angelical. Ela é um tipo de inteligência, todo ser humano pode se tornar intuitivo, portanto aumentar seu espaço protetivo. O ser humano, para se tornar intuitivo, tem que se tornar puro, ou seja, o masculino tem de importar e adquirir a qualidade do feminino, porque o masculino não tem a segunda linha do arco, que vai de um mamilo a outro. É por isso que estou falando masculino e feminino e não estou falando homem e mulher. Existe muita mulher totalmente masculina, sem desenvolver essa segunda linha do arco. Quando o masculino incorpora o feminino, ele faz com que essas linhas do arco se ativem, e essas linhas ativadas são responsáveis pela nossa intuição. E quando desenvolvemos o elemento intuitivo, que é uma qualidade do ser humano, nós podemos nos tornar como anjos. Isso soa completamente diferente de dizer que vamos fazer uma aula para nos tornar anjos. "Ai, que romântico! Vamos todos virar anjos, ir para as nossas casas e pentelhar quem tiver que pentelhar em nome de proteger". Aí você dá para a mãe uma autorização tácita para ela pentelhar filho e filha, para a namorada uma autorização tácita para pentelhar o namorado e vice-versa, e assim vai. Vocês não podem, como professores de Kundalini Yoga, viver no clichê.


Essa aula de hoje tem a ver com a gente aumentar a nossa força de transparência, a nossa força intuitiva e consequentemente a nossa força de proteção. Certo? Só quero dizer para vocês que nunca o Yogi Bhajan treinou a gente falando essas coisas todas, isso é quando a gente conhece o Kundalini Yoga suficientemente, é professor e FAZ Kundalini Yoga, não fica só fazendo a Sadhana de forma minimalista. Você tem de conhecer esse sistema em você. Tem de conhecer o Yogi Bhajan e tem que ter uma vontade de sair do clichê. Nunca o Yogi Bhajan deu uma aula sobre isso que eu estou falando para vocês. Vocês têm que começar a lidar com aula de Kudalini Yoga nesse estilo, para não ficarem presas ao clichê. Por isso é uma charada, para a gente desvendar essa charada, já sabendo que não é o óbvio. Todos os elementos nós já temos nas mãos, se a gente quiser realmente ser um professor que vai se comunicar com todo tipo de clube, todo tipo de gente. Se vocês fazem uma aula para se tornar anjos, vocês vão se comunicar só com aqueles que colocam óculos cor de rosa de florzinha para ver a realidade... são ótimos meditadores e péssimos seres humanos. Então vamos começar...


Kriya "Nos tornando como anjos", do manual Self knowledge.


Yogi Bhajan fala que a qualidade angelical que nos faz humanos é nos sentirmos internamente seguros para dar a todos, para ser consumido pelo serviço a todos, é um seva. Sentir-se seguro para servir a todos é a qualidade angelical que desce na gente na condição de humanos. Então, a qualidade humana que nos faz angelicais é a intuição. Duas qualidades nós tratamos nessa aula, a intuição e a segurança.


Meditação: Criando autoamor


[GSK encerra a aula]


May the long time sun shine upon you...


A história que quero compartilhar com vocês é que a gente precisa se conhecer profundamente, ter muita segurança em nós, conhecer a ponto de nos ouvirmos. O que me ajudou a aprender a fazer isso desde muito cedo foi o esporte. Eu fui parar no esporte com 10 anos. O esporte ensina o atleta a ir para uma zona e usar toda a sua inteligência sem pensar. Quando você usa sua inteligência sem pensar você está usando a sua intuição. Eu fiz voleibol a vida inteira e quando você está numa rede e você vai cortar, você não para olhar, ah! Vou cortar ali!! Em qualquer esporte, isso é assim, é a mesma coisa na corrida, você usa a sua intuição, abre caminhos através da sua intuição. Quem é do esporte - não tô falando de esporte no Minas Clube de sábado não - quem é do esporte mesmo sabe que isso acontece com o atleta, sabe que desenvolve a intuição e foi isso que me ajudou. A gente estava no final da ditadura, mas ainda faltava um bom tempo, a ditadura acabou no Brasil em 1985. Isso era em 1982 e houve um congresso em Cuba muito interessante, que chamava "Saúde para Todos no Ano 2000". Cuba já tinha atingido a questão de saúde para todos, então, patrocinada pela Organização Mundial de Saúde, todo mundo ia para lá para discutir como aquele país tinha conseguido, e a OMS queria estabelecer uma meta de que no ano 2000 deveria haver saúde para todos. Nós estamos até hoje no Brasil, no ano 2053, ainda sem conseguir nem um décimo disso.


Esse congresso era para todo mundo que quisesse ir, o mundo inteiro foi, mas era mais para ministro de saúde, o pessoal já assim de barba branca e cabelos brancos, e decidi com duas amigas que nós iríamos. Nós queríamos participar desse congresso, nós não iríamos perder isso. Primeiro porque nós estávamos no fim da ditadura e Cuba era encantadora porque já tinha realizado a questão da saúde para todos e tinha o Fidel, nós todas éramos tietes do Fidel, ele era um ícone para nós. Vocês estão localizando? Quem é da minha geração localiza isso melhor do que vocês que não são da minha geração. Éramos fundadoras do PT, mas as duas tinham largado o PT e virado “extremas”, ido para o PCdoB, então elas estavam indo com interesse político, mas eu estava indo para Cuba com total interesse na saúde pública. Eu tinha acabado de ser contratada na UFMG, eu tinha 21 anos, tinha virado professora da UFMG aos 21 anos e eu ia para Cuba. Então a vida estava maravilhosa! E a gente tinha conseguido ser aprovado, mas tudo isso tinha de ser feito na clandestinidade, pois vocês sabem que o Brasil não mantinha relações diplomáticas com Cuba. A gente tinha um plano: ir para os Estados Unidos, adivinhem para onde, para onde o brasileiro vai nos Estados Unidos? Disneylândia. Então nós fomos para a Flórida, de lá a gente ia para o México, onde entregaríamos nossos passaportes para um agente cubano que ia nos encontrar num determinado hotel no México. Íamos viajar clandestinamente num aviãozinho teco-teco para Cuba.


Chegamos nos Estados Unidos, descemos no aeroporto de Miami e pegamos um ônibus porque a gente não tinha dinheiro para Orlando. Cada uma de nós se assentou num banco, eu estava muito cansada e dormi. E uma delas, que falava espanhol, se assentou do lado de um cubano e começou a conversar com ele. E ela achou aquilo maravilhoso! Ela contou para ele todo o nosso plano, com todos os detalhes. E na primeira parada do ônibus, o cubano desceu e ligou para a polícia e contou todo o nosso esquema. Quando nós descemos do ônibus em Orlando, tinha tanta polícia, que eu pensei, "nossa! que país militarizado!" E eles vieram no ônibus e pegaram o passaporte de todo mundo que descia. Era para pegar a gente, as três brasileiras e nós não sabíamos de nada, na inocência pura. Fizemos o nosso esquema, e a partir daí nós já estávamos sendo vigiadas, só que as três meninas não sabiam disso. A viagem foi maravilhosa, fomos para o México, chegamos em Cuba, naquele aviãozinho teco-teco. Quando descemos em Cuba, começou a nossa grande experiência e aí eu desconfiei que alguma coisa estava acontecendo. Nós tínhamos, claro, um agente cubano, cada um de nós, não só brasileiros, quem tivesse lá tinha um agente cubano. O nosso agente era o Miguel, e onde a gente ia o Miguel estava ali para vigiar a gente. E tinham também os agentes norte-americanos, que ninguém sabia. E Cuba é aquela experiência, você desce nos anos 1950, La Bodeguita, lá isso, visitamos os hospitais, só que eles não nos deixavam entrar em nenhum hospital. A gente sabia que tinham alcançado saúde para todos, mas não sabíamos como. Tinha uma coisa muito estranha acontecendo que gente não podia entrar nos hospitais. E no terceiro dia, na abertura do congresso, foi feito um jantar no Palácio da Revolução e nós fomos. Éramos umas 150 pessoas nesse palácio e foi aí que caiu a ficha que eram três garotas, uma de 21 e duas de 22 anos, esperando o Fidel Castro entrar para fazer um brinde de champanhe russa conosco. E aí de repente entra o Fidel, aquela figura que atrai, ele era supercarismático. E todo mundo se posicionou em fila para recebê-lo, e nós três, tietes, falando, olha o Fidel! O Fidel! Éramos as únicas garotas.


Então fizeram uma fila para o Fidel passar cumprimentando, e ele entrou no salão de banquete enorme e escaneou a sala, viu a gente e foi diretinho em nossa direção. Olhou para nós, olhou para o crachá e falou "Brasil?! Vocês sabem quem saiu daqui recentemente me encantando? A Zezé Mota! O que vocês estão fazendo aqui?" Falamos que estávamos lá para o congresso. Ele nos deu um abraço, mas um abraço. Ele falou comigo que eu era magrinha demais, foi à mesa, serviu a gente, dizendo que era uma comida especial e deu pra gente um cartão, uns presentes, e foi embora, não jantou com a gente. Nós ficamos encantadas, e o pessoal barbado que estava lá ficou intrigado, questionando quem eram aquelas três garotas. O Brasil ficou hiper famoso na conferência Saúde para Todos no ano 2000. Pediram pra gente falar, fomos para o palco, soltamos as estatísticas do Brasil, e eles ficaram horrorizados. A mortalidade infantil na época era 18 crianças por mil nascidos, hoje é seis, então melhorou bastante. Estava tudo certo, mas era muita tensão porque nós éramos muito vigiados, por todo lugar, nós não sabíamos, mas é a história da frequência. E meu interesse era realmente o congresso, mas as meninas já estavam em mil conexões, reuniões noturnas com o Gama, que é o jornal cubano da revolução, e iam para reuniões do Gama, e voltavam com material. Finalmente chegou o dia de voltar, e a volta foi peculiar porque não voltamos pelo México, voltamos pelo Panamá, cruzamos de carro o canal do Panamá e a Amazônia, chegamos até Manaus para pegar o avião da Varig e voar para o Rio de Janeiro.


Quando descemos no Rio de Janeiro, eu vi que alguma coisa estava acontecendo. Quando vi aqueles homens gigantes da polícia, do Doi-Codi, pensei que tinha algum terrorista no avião. Falei com as meninas que aquilo era o Doi-Codi. A Helenice, que era a que mais tinha envolvimento com a política, teve uma diarreia e foi para o banheiro. A Leilane tinha uma conexão e logo foi para sala de conexão. E eu fui presa. Vocês podem imaginar que a polícia da época não era tão organizada como é hoje - e eles perderam a Helenice no aeroporto do Rio de Janeiro. Ela saiu e foi embora dando graças a Deus, e eu fui parar direto no Doi-Codi. Já no aeroporto me puseram no camburão, eu e a mulher do Brizola. E mais uma tanto de gente, mas eu só me lembro da mulher o Brizola. Eu passei uma semana presa sob tortura no Rio de Janeiro. A única coisa que eu lamento é que eles queimaram tudo que eu tinha da minha experiência de Cuba, o convite do Fidel Castro para o jantar no Palácio da Revolução, as fotos, o presente que ele tinha me dado. Como meu avô tinha sido preso durante a ditadura lá no início por três vezes e tinha morrido por conta disso, a família Lobato tinha uma história e esse histórico me foi muito desfavorável naquele momento, e eu passei uma semana dentro da prisão do Doi-Codi no Rio de Janeiro. Eu sei, eu conheci o que era aquilo. Então eles me perguntavam se eu tinha ido a Cuba por uma razão política. E se eu dissesse que sim, eu estaria mentindo, mas se eu dissesse que não, eu estava me diferenciando daquelas pessoas que tinham ido, então eu escolhi não responder.


Uma semana depois, quando o pessoal de Belo Horizonte viu que eu não tinha voltado, o reitor da UFMG foi atrás de mim e eu fui retirada da prisão por conta do reitor da UFMG, que disse que eu estava numa missão da universidade. A UFMG teve um papel muito grande na ditadura de proteger realmente todos, e eu tinha informado à UFMG, obviamente, que eu iria a Cuba. Eu não estava em missão, mas o reitor achou por bem dizer que eu estava, para me tirar da prisão. Eu saí de lá e até 1986, depois do fim da ditadura, meu telefone era grampeado, aonde eu ia em Belo Horizonte tinha um policial atrás, e tinha uma pessoa que se inscreveu nas minhas aulas na UFMG que era da polícia, então eu tive uma vida muito dura nos meus 21 aos 26 anos. E nesse ano que eu voltei de Cuba, ao mesmo tempo foi uma experiência maravilhosa, conhecer aquilo tudo, conheci também as agruras da injustiça, de um regime daquele jeito, diziam você é do PT, desgraçada, e ser do PT significava coisa muito diferente do que significa hoje. É por isso que é duro ver o PT pisar no legado ético que a gente construiu lá atrás, então foi muito duro pra mim. Eles descobriram que eu era do esporte e fizeram de tudo para garantir que eu nunca mais voltaria para o esporte. Minha tortura foi nos meus joelhos, onde injetavam urina velha. Eu tive uma grande infecção nos joelhos e a princípio eu achei que nunca mais andaria. Por isso, quando fiz a minha primeira aula de kundalini, eu assentei em easy pose com os joelhos lá em cima. Eu não conseguia dobrar os joelhos. Nada disso é permanente, tudo a gente pode reverte.


Ainda em Cuba tive uma hemorragia muito grande, meu hipotálamo pirou porque ele não sabia se escondia de norte-americano, se escondia de cubano, como ele lidava com aquela situação toda. E o hipotálamo é que regula a resposta da gente ao meio. E quando eu cheguei aqui, quis fazer uma consulta médica e me indicaram a ginecologista mais famosa de Belo Horizonte. Ela pediu os exames de sangue e quando retornei minha prolactina tinha dado 160 e o normal segundo os livros era 20. A médica leu meu exame e disse que eu estava com câncer de hipófise e que teria de operar. Eu perguntei se ela estava querendo operar minha cabeça. Ela falou que sim, ela não considerou que o laboratório pudesse ter errado, nem todo o estresse que eu tinha passado, ela só considerou que eu tinha um câncer. E o tratamento que não fosse cirúrgico era por meio de um remédio chamado Parlodel. Ele dá uma hipotensão de dia, você fica completamente prostrado e à noite você tem alucinações das mais terríveis. Com dois dias eu liguei para a médica e disse que não ia tomar o remédio. Então vamos fazer uma junta médica para você assinar que está assumindo a responsabilidade pela sua morte. É aí que eu quero falar para vocês sobre a importância da intuição e de você se conhecer. Eu parei num momento, passando mal e pensei gente, eu nunca tive nada, inclusive estava menstruando, só por conta de uma hemorragia, depois de tudo o que eu vivi, não é possível que eu tenha um adenoma, um tumor de hipófise. Isso deve ser uma reação minha ao estresse. Eu prefiro morrer morrendo, do que morrer com esse remédio. Eu assinei o termo de responsabilidade. Minha família totalmente contra.


Eu assinei e nunca morri! Eu considero que a minha força interna, a minha consciência e a minha conexão comigo mesma me salvaram. Mas eu podia ter partido para um lugar que a Dilma partiu, que é a coitadinha de mim, e por no meu currículo que eu fui torturada e por isso vocês precisam me engolir. Eu podia ter sucumbido à pressão da minha família e dos médicos e ter tomado esse remédio e de fato morrido por conta dele. Eu escolhi o caminho mais solitário, eu estava sozinha, todo mundo contra mim. Mas eu escolhi uma conexão comigo, eu tinha uma coisa em mim dizendo que eu não tinha nada, que era para eu me apalpar, me experimentar um pouquinho na minha jornada para ver se eu estava caminhando certo, não era uma decisão irresponsável, eu me verificava, então veio o primeiro mês, eu menstruei normalmente, no segundo mês também, eu me verificava. Cada passo eu me verificava e via que estava tudo bem, então continuava, contra tudo e contra todos. E nada me aconteceu, quando cheguei em Berlim, eu precisava curar os meus joelhos. E foi uma decisão que eu tomei. Até eu me curar. O hipotálamo vai servir sempre a um comando externo. E você vira vítima das circunstâncias, eu foi vítima em Cuba e nos Estados Unidos, eu só caí em mim quando eu fui presa e torturada. Naquele momento, eu disse: eu sou eu, eu preciso me conectar, preciso gerenciar minha vida, aí eu deixei de ser vítima das circunstâncias. Tinha várias razões para continuar assim. E eu tenho de dizer para você que eu escolhi nem tirar uma licença do trabalho. Passei aqueles dois próximos anos me observando sem me licenciar. Vocês precisam se conhecer e conhecer essa voz interna e precisam deixar de ser vítimas porque não existe situação mais oportuna para a se conhecer do que quando tudo está muito ruim, desafiador. Este é o momento em que você se testa. Essa é a minha história com o Fidel e com meu hipotálamo. Era isso que eu queria contar para vocês, eu nunca tinha contado isso a vocês e não acredito como, porque eu conto tantas histórias para vocês. Mas é isso, vocês assumirem literalmente a sua existência. E não serem vítimas. Sat Nam!


[Transcrição: Sada Ram Kaur]

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