[GSK] Agindo como um dínamo de restauração do sagrado

Aula ministrada por Gurusangat Kaur Khalsa em 2 de agosto de 2019


[GSK abre a aula]


Para passarmos por cada minuto de novidade nesse país e nesse mundo temos que estar com nosso sistema metabólico super bom. Yogis não metabolizam só comida, metabolizam especialmente emoções.


Desde que começou o ano o tema do nosso trabalho tem sido restaurar o sagrado. Esse tema raramente é falado. Temos a restauração do sagrado na natureza das coisas, na natureza propriamente dita, no ser humano, nas relações. A restauração do sagrado é um movimento natural dos sistemas. É uma energia mais forte que nós mesmos, uma energia maior que o objeto. Sempre lutamos naturalmente contra o decaimento. A Terra se restaura constantemente, não necessariamente para o nosso próprio bem. A restauração do sagrado tem sua própria lógica, sua própria dinâmica.


Não costumamos achar que o ser humano possa restaurar o sagrado. Conversamos sobre processos, mas não entendemos o sagrado como processo também. É curioso. O ser humano entende que os processos são aqueles que ele manipula e, portanto, têm uma certa tangibilidade. O sagrado que o ser humano restaura nas esferas sutis não tem uma materialidade, mas é tangível também. É tangível através da nossa percepção.


Nesse ano temos trabalhado um refinamento da nossa percepção a tal ponto de sermos capazes de preparar espaços que são imateriais, e nesses espaços permitir a restauração do sagrado. O que fazer para permitir que o sagrado seja restaurado é todo o nosso trabalho do primeiro semestre. Aprendemos a processar as nossas emoções de um modo mais consciente. As três emoções primárias que trabalhamos foram raiva, avareza e apego. Quando operamos a partir dessas emoções de defesa, somos sempre um dínamo para perturbar o sagrado a nossa volta.


O que faremos nesse segundo semestre tem que ter uma relação com a nossa vida ativa, restaurando o sagrado onde ele é intangível. Já não vamos mais perturbar o sagrado. Quando um ser humano aprende a processar as emoções de um modo diferente, ele entra em relação no mundo e com o mundo de modo que seja motivo de restaurar o sagrado. Estudamos o eu como um dínamo de perturbar o sagrado, agora vamos trabalhar o eu como um dínamo de restaurar o sagrado. Começaremos fazendo uma faxina, limpando a casa do medo, limpando tudo e restaurando aquela energia para que possamos andar por aí, transitar.


Kriya para os rins, do manual Sadhana Guidelines


Fazemos aula de Kundalini Yoga dentro de uma escola e o princípio dessa escola é ensinar a criança a processar suas emoções de modo que ela não seja um catalizador de ruptura do sagrado.


A Guru Simrat, que mora em Espanola, tem um filhinho de oito anos, o Arjan. Ele está naquela fase de querer um espaço e teve um ataquinho de ego quando todos estavam conversando na sala. Saiu correndo, entrou para o quarto gritando que queria ficar sozinho e bateu a porta. No outro dia, quando ele saiu para ir à escola, a mãe simplesmente retirou a porta do seu quarto. Quando voltou para casa ele olhou e perguntou aonde estava a porta. A mãe respondeu: “Você tem que merecer a porta do seu quarto. Até merecer a porta do seu quarto você vai ficar num quarto sem porta”.


Esse é um exemplo clássico de como os pais ou a família podem ajudar uma criança na hora desses arroubos de perturbar o sagrado – que nascem lá na infância, nesse subconsciente que está sendo formatado ali. Essa mãe merece um prêmio de melhor educadora do mundo! Precisamos aprender a merecer as coisas. Perdemos as coisas quando nos relacionamos com o mundo através do impulso emocional, o impulso do ego. Isso explica muito bem o nosso trabalho no primeiro semestre.


Não queremos deixar a natureza do nosso elemento principal, não queremos virar outra coisa. Nunca deixaremos de ter aqueles sentimentos básicos. Cada um de nós é marcado por um sentimento básico que nos sequestra. Para uns é o medo, para outros a raiva, para outros a indignação, para outros a indiferença, para outros a arrogância... Cada um de nós tem uma pegada nesse modo de processar as emoções. Isso não vai embora. A história é o que fazemos com isso, como agimos. É permitir isso e escolher que esse não é mais o instrumento pelo qual queremos processar.


“May the long time sun shine upon you...”


[Transcrição: Karamjeet Kaur]

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