O Guerreiro da Paz

26 Sep 2013

por Gurusangat Kaur Khalsa

 

​Eu sempre me encantei com a história da humanidade. Desde muito pequena, eu era um tipo de arqueologista ignorante do ofício e de seus riscos, deixando-me guiar pela inocência em meu coração. Adulta, descobri o que mais me encantava naquelas incursões no passado. Eu buscava gente, eu buscava o que elas pensavam e como elas viviam, mas buscava, principalmente, o que elas deixaram de substancial para minha vida.

 

Demorou quase três décadas para que eu encontrasse a natureza do que realmente buscava. Foi no Kundalini Yoga que encontrei a ciência que tanto me encantava na história da humanidade -- a cartografia da psique humana!

 

Yogi Bhajan, meu professor, dizia que certas culturas produziam certos seres humanos, os quais poderiam produzir mapas de jornadas que nos serviriam como instrumentos de navegação por territórios desconhecidos no futuro. Esses mapas faziam parte da experiência estética, espiritual e social destes seres singulares e se tornariam parte de uma rica cultura cartográfica da experiência humana.


Houve um momento em que a vida dos meus dias cruzou os dias do passado de meu professor. Foi um encontro fugaz e original e, naquele instante inédito, em vez de seguirmos na diagonal das nossas histórias, decidimos seguir juntos. Claro que ele não poderia seguir comigo literalmente, já que tinha a vida de seus dias para andar; e nem eu poderia seguir com ele, porque, logo de início, ele comunicou na tensão do nosso amor que, “o professor não é a alternativa; o professor é o altar!”

 

Eu não tinha tempo para pensar, pois ele seguia sua rota e eu, a minha. Mas, eu sabia que não queria andar na diagonal para fora do seu amor e de sua inteligência. Foi aí que entendi sobre a cartografia e logo tomei seus mapas para mim, que seguiram comigo, de forma que ele nunca mais se ausentou dos meus dias.

 

A história que gostaria de compartilhar com todos é fenomenal. Trata-se dos mapas de um guerreiro da paz.

 

Sinto estar longe de fazer jus à intensidade de sua poesia e à exuberância de sua existência, mas, seja lá qual for a maneira que Deus me inspire a escrever, não tenho nada mais a fazer a não ser consentir.

 

O que mais me estimula é pensar nos meus alunos, nos amigos e familiares que já se acercaram da tecnologia dos Gurus Sikhs e que hoje a põem em prática em salas de aula como professores de Kundalini Yoga, nos seus negócios e em seus relacionamentos.

 

Se você quiser, vou te levar para as ruas da história e da poesia de um povo peculiar. Vou te trazer para perto de um santo-guerreiro que viveu apaixonadamente sua missão, amou com profunda entrega, fez a justiça viver nas artes, na educação e na diplomacia. Quando tudo isso falhou, ele enfrentou o inimigo da paz em campos de batalhas. É sobre este líder espiritual e sobre a historia de seu povo que gostaria agora de me deter.

 

O momento é inevitável. Existe uma profecia do pai do Guerreiro que diz “seremos 960 milhões puros de coração e mentes”. Nós podemos não ser meros espectadores nesta peça. A decisão paira no instante, e o tempo passa! A decisão é de cada um: andar ou não andar na diagonal daquele amor.

 

As cortinas se abrem...

 

Wahe Guru, Sat Nam.

* Prefácio do livro sobre o Guerreiro da Paz, Guru Gobind Singh Ji

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