Hukam de 8 de março de 2020

10 Mar 2020

SSGS Pag. 347

 

A Força que cria é uma única. Ela é verdadeira e doadora de tudo. Ela é sem medo e sem revanche. Sua forma é imortal. Ela jamais nasce, ela é auto iluminada. Ela é compreendida pela graça do professor.

 

Essa é uma composição do Guru Nanak.

 

Qual o tipo de portal e qual a mansão que eu deveria entrar e me assentar, onde a Força que cria tomasse conta de tudo? Por favor, me digam. Existem inúmeros instrumentos musicais de vários tipos que ressoam suas notas em larga escala, em grandes números. Existem aqueles que cantam os louvores dessa Força em seus instrumentos.

 

Muitos instrumentos bons, muitas Ragas maravilhosas, muitas sinfonias, muitos ministreis que entoam os louvores dessa Força que cria. O Vento, a Água, o Fogo, cantam esses louvores. E os juízes que julgam de forma unânime e igualitária estão presentes nesse portal da Força que cria. Chittra e Gupta, que simbolizam as forças de discernimento mais poderosas, elas consideram, elas abraçam e elas tomam tudo para si e também cantam. Shiva, Brahma e as deusas todas que vieram antes deles, suas belezas elas se adornam, e altamente diante de Ti elas se assentam e sustentam a Corte de onde os julgamentos mais sensíveis e mais sinceros são levados a cabo. Indras estão sentados nos seus tronos e com eles as deidades.

 

Todos cantam a Força que cria nesse portal. As pessoas perfeitas, em suas poses meditativas, cantam a Ti, Força que cria. Os devotos em contemplação também cantam. Os contentes, os verdadeiros, os satisfeitos cantam os seus louvores e, sem nenhum tipo de medo, estão também os guerreiros, poderosos, livres, assentados todos juntos nessa Corte também cantam a Força que cria. Os estudiosos, que leem os Vedas de todos os tempos, junto com os sábios supremos, todos exaltam a Força que cria. As fadas estão também ali e elas são benignas e lindas e elas estão no coração do paraíso. Elas estão nesse mundo e em todos os outros mundos, em regiões inferiores e superiores, elas também se juntam e cantam os louvores da Força que cria.

 

Existem tesouros inacreditáveis que foram criados para a Força que cria. Existem 68 lugares de peregrinação nessa Terra e todos esses lugares também estão lá e eles também estão juntos e cantam a Ti. Existe um poder supremo de guerreiras divinas, heroínas que, sentadas em meio a todos, sustentam um espaço de grande força. Delas partem quatro fontes de forças em todas as direções do que se podem imaginar se criado, foi criado, e a ser criado. Existe grande poder nessas guerreiras divinas que também cantam a Força que cria.

 

Os continentes, os mundos, os sistemas solares criados, os instalados pela Força que cria, cantam todos a mesma glória, a mesma fonte. Existem os seus devotos, aqueles que nunca se desprenderam da Força que cria e que deram um passo à frente. E lá se assentam vibrando no Nome, na casa do néctar também em elogios à Força que cria. Muitos outros a quem eu sequer posso me lembrar, pois a minha mente tem um limite. Todos eles estão lá.

 

Agora, o que eu, Nanak, posso dizer sobre eles? Será que eu poderia dizer que a Força que cria é eternamente verdadeira? E que seu Nome é verdadeiro e que está em tudo? Será que eu poderia dizer que a Força que criou a criação é verdadeira e ela jamais perecerá? Será que eu poderia dizer que essa Força, que está em todos, ela não desaparece, ela não se parte, nem sequer quando aquilo que foi criado desaparecer?

 

A Força divina, aquele que modelou a tudo, modelou a todos os seres, modelou todos os espaços, é cheia de dobras diversas. Ela é cheia dobras escuras, não só de luz é feita a Força que cria e os espaços criados. Criados e em criação são possuidores de várias cores, de várias formas. Uma vez tendo sido criada a criação, essa Força que as criou se anima em seus corpos e lhes oferece grande poder de honra e lhes traz muito poder de manufaturar, qualquer que sejam eles, qualquer que sejam as formas, qualquer que sejam os espaços, através deles e através de tudo corre sempre luz e corre sempre dobras. As dobras revelam a luz, a luz revela as dobras. Aquele que for soberano, aquele que for o imperador de si mesmo, diz Nanak, esse se assenta dentro de si e toma para si toda a conjunção de forças e, o melhor que ele faz, é permanecer sujeito à sua própria vontade e consciência. De quem? Do imperador que a tudo preside? Eu acho que não. Eu diria que ele deveria permanecer sujeito à Força que cria que está em tudo: está na luz e está nas dobras.

 

Wahe Guru Ji Ka Khalsa
Wahe Guru Ji Ki  Fateh

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