[GSK] Sou uma professora de Kundalini Yoga

9 Aug 2013

por Suraj Prakash Kaur

 

"Eu não sou uma mulher.
Eu não sou um homem.
Eu não sou uma pessoa.
Eu não sou eu mesmo.
Eu sou um professor"*.

Eu sou uma professora de Kundalini Yoga!

 

Quando fui na primeira aula de Kundalini Yoga, há dois anos, minha única intenção era a de retribuir a gentileza da pessoa que me convidou. Eu já tinha até um roteiro definido: faria a aula, agradeceria e, no final, diria que não iria ficar. Afinal, experiências anteriores tinham me levado a acreditar que “esse negócio de yoga não é mesmo para mim". 

 

Tudo começou quando um dia eu acordei com uma forte inspiração de que deveria praticar yoga. Como eu não tinha nenhuma referência e nenhum conhecimento sobre o assunto, mandei um e-mail para várias pessoas amigas pedindo indicação de alguma aula perto da minha casa. E apenas duas pessoas me responderam.

 

A primeira resposta veio logo depois da minha mensagem para o grupo, e, na mesma semana, lá estava eu em uma aula experimental (de um outro tipo de yoga), que foi um desastre. Eu entrei e saí completamente perdida e sem conexão alguma com a prática. Eu pensei que havia compreendido mal a minha inspiração para praticar yoga e desisti, pois achei que se aquilo era uma aula de yoga, então, “esse negócio de yoga não é mesmo para mim”.

 

Só que eu não sabia que os Gurus não desistiram de mim! 

 

E assim, alguns meses depois, veio a segunda resposta ao meu e-mail para o grupo, dessa vez na forma de um telefonema super-carinhoso me convidando para uma aula experimental de Kundalini Yoga. Era para formar uma turma. E na mesma semana lá estava eu na aula experimental, só que, desta vez, com a única intenção de retribuir a gentileza da pessoa que me convidou e não voltar nunca mais. Vocês lembram?

 

Eu até confesso que, por uns instantes, estranhei um pouco esse meu movimento do tipo “eu vim para dizer que não venho”, mas o impulso para ir era tamanho que eu me desliguei de buscar alguma lógica na história e fui assim mesmo. Bem... Para começar a série de surpresas, quando eu entrei na sala, a música que estava tocando era exatamente a mesma que eu ouvia repetidamente no meu carro há vários meses. Eu nem sabia que era um mantra... Apenas ouvia, porque achava a música linda e ficava profundamente mexida com ela. Era como se o som vibrasse em mim e me levasse para muito além. E, no caminho para essa primeira aula, mais uma vez eu ouvi esse mantra, do momento em que entrei no carro até a hora que estacionei e saltei.

 

Era o Adi Mantra que eu ouvia, na voz da Snatam, já me conectando à Corrente Dourada sem eu saber.

 

A outra surpresa foi com a professora: linda, doce e de uma amorosidade que me cativou no primeiro instante. Foi muito fácil ceder às resistências iniciais e deixar a aula fluir na suavidade dos comandos que ela me passava; eu achei tudo maravilhoso! E quando a aula acabou e ela me perguntou se eu iria continuar, eu só demorei para responder “É CLARO QUE SIM!” porque primeiro precisava parar de chorar de emoção.

 

Foi assim que eu cheguei no Kundalini Yoga e a emoção que eu senti nessa primeira aula até hoje se repete nas minhas práticas. Até hoje eu choro em silêncio nas sadhanas, eu choro quando conduzo uma Sadhana Aquariana, eu choro nas aulas que participo como aluna, eu choro nos cursos de formação, e, para minha surpresa, um choro ainda mais alegre e carregado de emoções maravilhosas surgiu no momento em que eu comecei a dar aulas. 

 

Hoje eu entendo de onde vem o imenso amor que recebo de todos os professores que conheci nessa prática porque eu também fui abençoada com esse amor quando me tornei, efetivamente, uma professora de Kundalini Yoga. Eu entendo a bênção e a alegria que é estar à serviço dos nossos alunos, seguindo o legado que Yogi Bhajan nos deixou. Porque é nestes momentos que eu consigo estar absolutamente entregue à minha verdadeira identidade.

 

Eu sou uma professora de Kundalini Yoga! Hoje eu tenho a certeza de ser este o caminho que a minha alma escolheu para crescer e se expressar, porque eu tenho a certeza de ser este o meu propósito de vida.

 

Sat Nam!

 

Com amor e com muita gratidão e reverência às minhas alunas e a todos que me conduzem nesse caminho,

Brasília, 7 de outubro de 2013.

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