[GSK] A cura do passado

2 Aug 2013

por Gurusangat Kaur Khalsa 

 

Desde que este planeta foi criado, 99,99% de toda forma de vida que nele existiu já foi extinta. O homo sapiens, que nos precedeu, surgiu há 2 milhões de anos e viveu até 20 mil anos atrás, e é considerado, por tamanho feito, um sucesso total, pois resistiu longa e bravamente num cenário inóspito, açoitado por ventos e temperatura glaciais. Nossa vida na Terra corresponde, apenas e nada mais, a 0,0001% do tempo de existência do planeta, ou seja, somos uma aparição recente, frágil e estamos longe de uma posição consolidada no firmamento da evolução.

 

Mas, se tem algo que podemos fazer para garantir nossa duradoura existência na Terra é tirar bom proveito da experiência que nos trouxe até aqui. Houve tempos em que oxigênio nos matava, depois, sem ele, não podíamos sequer ser concebidos; já vivemos no corpo de seres inertes e minerais, musgos e outros vegetais; seres microscópicos e impetuosos; depois de habitarmos formas ameboides e águas sulfurosas, adquirimos línguas bipartidas e corpos rastejantes; vivemos no alto de árvores e dentro da terra; fomos peludos, lisos, frios e quentes; das formas mais minúsculas às mais desconfortavelmente grandes, adquirimos uma espécie de mecanismo de mutação sem perder o alvo: evoluir.

 

É como se tivéssemos mantido um ser original, em torno do qual tudo foi sendo criado e superado num constante fluxo de prosperidade. Quando se observa de perto a dinâmica que manteve a vida como um evento bem sucedido na Terra, chegamos seguramente à conclusão que apenas uma única condição foi essencial. A longevidade da vida depende fundamentalmente da capacidade que os seres têm de se transformarem!

 

Se não tivéssemos mudado completamente de forma, espécie, cor, gênero e natureza, hoje este planeta seria tão vazio de drama e vida quanto qualquer lugar deixado a vagar à sua própria sorte nas poeiras do universo.

 

O primeiro passo em direção à vida é abrir mão do passado (formas, conceitos, traumas, hábitos, dores), colocar-se na clareza e na calma espetacular do seu ser original chamado alma. Para que isso possa acontecer, você precisa adquirir uma grande e necessária virtude – o destemor!

 

As transições são desafiadoras por que temos medo do desconhecido, temos o registro de dor e trauma que nos impele a ficarmos seguros onde estamos, ainda que sob intenso martírio e ameaça. Mas, adquirir consciência da substância de vida que se encerra nas transições é uma maneira de darmos esse passo. Do contrário, permaneceremos no mesmo lugar e estaremos apenas acelerando o processo de nosso desaparecimento, sem que tenhamos deixado para trás um traço sequer de bravura evolutiva.

 

Desperte sua mente intuitiva e retire de sua inteligência o comando para rescrever seu destino a um nível celular. Aceite e reconheça o passado, aprecie o que ele trouxe de bom e ruim, abençoe tudo e libere tudo!

 

Wahe Guru, Sat Nam.

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