Ah! Essa Sadhana!

29 Aug 2013

por Satyapal Kaur 

 

Primeiro o que me marcou muito foi a frase do Yogi Bhajan dizendo que Guru Ram Das é o professor de todas as Sadhanas!

 

Depois:

 

Que sensação excepcional este ritual diário que fizemos por 40 dias.

 

A sensação deliciosa de que você venceu mais aquele dia, que tudo dará certo, quando sai do banho frio ou da cama quentinha e começa a se arrumar.

 

O aprontar, com esmero, com cuidado, com respeito à tradição, aos ensinamentos, aos milhares de anos que estão contidos naquelas roupas e turbantes.

 

Aquele silêncio e o friozinho da madrugada (adoro), o susto com o clarão da lua cheia (lembram?).

 

A chegada na casa da Ranjeet!

 

É uma delícia se sentir única, uma pessoa, um indivíduo num processo e, ao encontrar as outras pessoas, você por segundos se confunde com elas, quase como um espelho, mas você sabe que não é espelho, que elas são únicas também. E então, você tem certeza de que a soma das partes é muito maior que o todo. Dá pra sentir isso na pele!

 

Aquele momento no relógio não dura 1-2 minutos mas, para mim, para todo meu ser, dura uma eternidade. É riquíssimo.

 

Daí encontramos com a Ranjeet. É muito especial.

 

A Ranjeet esperando no portão, tão elegante, tão linda, tão feliz, tão afetuosa e tão esperançosa de que "hoje virá mais personas".

Ela representa nosso presente e nosso futuro e daí, ao encontrá-la, nosso coração, nossa alma, se acalmam ainda mais e reafirmamos, neste momento, que estamos no caminho certo e que somos muito privilegiadas.

 

O caminho até a casinha é em fila, em silêncio e vamos sendo presenteadas, todos os dias, com as pedras, musgos, flores, árvores, verde, verde, verde. Neste caminho nossa frequência vai mudando. Vamos deixando nossa casa, nossos caminhos externos, parte do nosso ego, nossas dualidades, neste caminhozinho tão rico e simbólico.

Ao chegarmos na casinha, já somos outros.

 

Os sapatos na porta! Por eles, sabemos quem veio, quem está atrasado, e se tem gente nova. Uma delícia ver e analisar os sapatos. Eles representam o finalzinho do que precisamos deixar ali, de fora.

 

Bom, e aí.... a gente entra! E naquele lugar mágico, lindo, cuidado, protegido de várias maneiras a gente repousa de todo movimento.

 

E com as bênçãos de todos os Gurus, a gente:

 

RECONHECE (cada dia um pouquinho mais), ENTREGA e CONFIA NOSSA ALMA.

 E AGRADECE!

 

Beijos

Satyapal

 

(texto escrito pela professora após 40 dias de Sadhana Aquariana realizada de 29 de abril a 7 de junho de 2013, em Brasília)

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