A história do Miguel, o gato

17 Apr 2017

Sat Nam queridas e queridos

 

Compartilhamos o relato de uma de nossas professoras, a Shubpreet Kaur, sobre a relação e comunicação com seu gato Miguel. Confira essa história incrível!

 

com amor

 

 

O Miguel é um gato adotado. Ele tem sete anos e está desde filhotinho comigo. Nos últimos três anos tenho tentado estabelecer uma comunicação mais consciente com ele. Tenho feito isto através de meditações e orações.

 

Em uma destas minhas tentativas de conversar com ele, senti que ele me pediu para ir ao veterinário. Ele não apresentava nenhum sintoma, mas o levei mesmo assim. Descobrimos que ele estava com gastrite, gordura no fígado e havia tido três infartos renais. Iniciamos o tratamento da gastrite com remédio e da gordura no fígado com uma mudança na dieta. Os infartos danificaram os dois rins, levando-os quase à falência. Segundo a veterinária, os danos eram permanentes e não havia nada que poderíamos fazer para recuperá-los. O foco devia ser cuidar para que o quadro dele não piorasse e fazer um monitoramento mensal, pois uma pequena piora o transformaria em paciente renal.

 

Em conversa com o Miguel, expliquei tudo isso e propus uma mudança de dieta, algumas mudanças de comportamento e, também, que fizéssemos uma sadhana de 40 dias, com o foco na cura, com o mantra Sa Re Sa Sa, de 7 minutos e meio. Eu iria canalizar as minhas energias para os rins e ele deveria escolher o que era prioridade para ele. Fizemos a sadhana juntos, todos os dias. Eu conduzia a sadhana e todos os dias, pontualmente, ele se apresentava no quarto.

 

Recentemente, o Miguel repetiu todos os exames para verificar a evolução do seu quadro de saúde. Ele se recuperou da gastrite e da gordura no fígado com sucesso :). Ficamos apenas na espera do resultado do exames referentes aos rins.

 

No final de novembro, a veterinária me ligou, em um domingo, dizendo que os resultado de exame nos rins do Miguel haviam indicado uma melhora significativa, ele saiu da zona de perigo de virar paciente renal. Ela nunca havia visto isso antes e não aguentou esperar até segunda para me contar.

Contei para o Miguel e eu senti que ele decidiu manter os novos hábitos que foram importantes para melhora da saúde dele, inclusive, ele quer continuar com a sadhana.

 

Durante todo este processo, o Miguel se comportou da forma como havíamos combinado e eu estava ali apenas para sustentá-lo diante deste desafio. Para mim, foi muito interessante ver como ele foi capaz de se comprometer e seguir adiante, pois as mudanças de hábitos foram bem visíveis e dependiam apenas dele (beber mais água, não sair durante a noite, não caçar baratas e lagartixas, aceitar a nova alimentação, deixar o veterinário fazer os exames, coletar sangue e tudo mais).

Nestes últimas anos, durante minhas tentativas de comunicação com ele, percebi que fortalecemos nossa conexão quando o enxerguei como um amigo, com a personalidade dele e a sabedoria dele, e passei a respeitá-lo pelo ser que ele é, e não mais o tratava como um animal de estimação.

 

Espero que esta história possa inspirar outras pessoas a respeitarem os seus animais como grandes parceiros espirituais e a estabelecerem uma comunicação clara, direta e consciente com eles. Tenho aprendido muito neste processo e é inegável que conseguimos nos comunicar.

 

Shubpreet Kaur

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